Benefícios do exercício para a saúde física e mental

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Está cientificamente provado que a adoção de estilos de vida saudáveis – com base numa alimentação equilibrada, na prática de exercício físico e de filosofias de vida que promovam a tranquilidade e o bem-estar emocional – é essencial para prevenir uma série de doenças físicas e mentais.

Envelhecer com saúde, qualidade de vida e de forma mais jovem quanto possível é o que todos queremos. Mas em que medida é que a prática de exercício físico contribui para este nosso objetivo?

O professor de educação física, David Dias, explica.

INIU – De que forma o exercício físico contribui para o nosso bem-estar físico e emocional?

David Dias (DD) – De inúmeras formas! Em primeiro lugar, uma das grandes razões que levam as pessoas a praticar exercício é a estética. Não há hipótese! Mas, na realidade, a estética importa, por uma questão de autoestima e de bem-estar psicológico… As pessoas começam a sentir-se mais bonitas e a gostar de se ver ao espelho.

Depois é uma continuidade. Quando fazemos exercício físico temos propensão para ir alterando os nossos hábitos de vida e para nos tornarmos mais saudáveis. Vamos modificando a nossa alimentação e quem fuma tem, até, tendência a deixar de fumar ou a reduzir.

As consequências do exercício físico são a perda de peso e o ganho de massa muscular e, mesmo que uma pessoa o pratique apenas por questões estéticas, a pouco e pouco, acaba por ser tornar mais saudável. Por isso, considero que os objetivos estéticos são importantes e trazem outros benefícios.

Respondendo diretamente à pergunta, a nível mental, a prática de exercício regula a libertação de cortisol, hormona que provoca o stress, tendo um efeito calmante, natural. Quem pratica exercício físico de forma regular é menos stressado e enfrenta os problemas da vida de outra forma.

A nível físico previne um número infindável de patologias. As mais comuns e que, normalmente, temos conhecimento são as relacionadas com o colesterol, o coração e o sistema circulatório.

No entanto, o exercício previne também o cancro e este é um tema, ainda, pouco falado e pouco conhecido. Quando praticamos exercício físico o nosso sangue tem uma maior concentração de CO2 (oxigénio) e as células cancerígenas não se adaptam no sangue oxigenado.

Além disso, a prática física desempenha também uma função antioxidante, ou seja, queima as toxinas do dia a dia.

O exercício traz-nos uma quantidade de benefícios que nunca mais acaba.

Melhora a nossa pele, devido à ativação do colágeno; aumenta a produção de vitamina B12, que nos traz a força; e fortalece o nosso sistema imunitário, o que em tempo de pandemia é muito importante.

INIU – Quantas vezes por semana uma pessoa, não desportista, deve fazer exercício físico para se manter saudável?

DD – No mínimo três vezes por semana, numa média de 45 minutos a uma hora. Claro que se for possível fazer mais, melhor. Mas, três vezes por semana é bom e faz uma grande diferença em termos físicos e emocionais. O ideal é que os treinos sejam intervalados, por exemplo às segundas, quartas e sextas-feiras, isto é, a pessoa deve descansar entre treinos.

Quem não puder fazer as três vezes por semana, pode e deve fazer só uma ou duas. O que conseguir. Também faz efeito, embora os resultados sejam mais demorados.

INIU – O que é mais aconselhável em termos de intensidade para quem está agora a iniciar?

DD – Não há ninguém que conheça o nosso corpo melhor que nós próprios. Os professores de educação física, instrutores e personal trainers têm formação para acompanhar e para dar as instruções necessárias, porém cada um tem de perceber até onde pode ir.

Durante o exercício, se a pessoa se sentir nauseada, demasiado fatigada, com o coração a bater muito depressa, obviamente tem de abrandar ou parar um pouco.

Atenção que este tipo de situações não significa que exista algum problema de saúde. Se for uma pessoa sedentária, que está a iniciar a prática de exercício e a ir um pouco “mais longe” que o habitual, é normal que se sinta nauseada e que tenha uma hipoglicemia. É comum e não quer dizer que esteja doente.

INIU – Que tipo de modalidades deve fazer?

DD – Ginásio ou outdoors – que ficaram agora muito na moda com a pandemia -, porque pode fazer exercício ao seu ritmo. Quando se inicia uma modalidade há sempre a tendência para entrar em competição e quando o objetivo é ganhar, vai-se longe demais. Não há grande correção, nem cuidado.

É importante que a pessoa seja acompanhada por um profissional que consegue ir ao encontro da intensidade adequada a si naquele momento, assim como à sua evolução.

INIU – Que conselhos dá a quem queira fazer exercício físico sozinho, em casa ou na rua, de forma a prevenir lesões e outros problemas de saúde?

DD – É complicado, se a pessoa não tiver mesmo conhecimento, aconselho a procurar um profissional, de forma a evitar possíveis lesões. Nem que seja, apenas, para que lhe seja feito um plano de treino inicial, que possa continuar sozinha.

O ideal é começar por caminhadas e, só depois, passar para a corrida. No que respeita a exercícios com o peso do corpo – agachamentos, flexões, entre outros -, há muita informação na internet, mas insisto que, inicialmente, é fundamental recorrer ao acompanhamento de um profissional.

No entanto, para prevenir lesões, eu diria para terem muito cuidado com a intensidade. Com pouca intensidade há sempre menos risco. É importante que a pessoa se sinta confortável e que não se esforce demasiado.

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