Food Trends Descubra As 9 Tendências Para 2020

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O Objetivo deste artigo ” Food Trends 2020″ visa responder a uma necessidade cada vez maior da procura de consumo num mercado global sempre em mudança e altamente antagónico.

Iniciamos este artigo com uma pergunta : Como se criam padrões de comportamento e se fomenta o consumo sustentável?

Os food Trends são criados em grande parte pela imprensa, pelos os blogs ou pelos medias sociais que estão sempre cheios de profecias sobre o que os consumidores estarão à procura no que diz respeito à comida e bebida a cada ano que passa.

É comum nesta indústria, a obsessão por um sabor particular ou mesmo grandes apostas em novos vegetais best-seller. 

Entretanto, são as mudanças sociais de longo prazo que regem e são responsáveis por estas tendências. Esta é a hora de olhar mais longe, além deste ano ou do próximo, afim de definir lançamentos de produtos bem-sucedidos baseados em food trends de consumo duradouras.

Food Trends – Quais as principais tendências?

O mercado global da alimentação é impulsionado tanto pela tecnologia, como pelos consumidores: 

  • Novidades, inovações ou receitas tradicionais; 
  • Alimentos que são feitos através de métodos ou equipamentos praticamente artísticos; 
  • As necessidades e vontades dos consumidores que mudam a direção de todo um setor.

Estar à frente das tendências é o único modo de prosperar neste campo económico tão antagónico. 

Mais do que isso, conhecer as food trend é a chave para o sucesso e a razão pela qual todo o mercado está preocupado com elas. 

Somente através da análise de hábitos alimentares em ascensão, é possível identificar caminhos para um futuro sustentável do mercado.

É por isso que não vamos listar alguns ingredientes ou estilos de vida que provavelmente estarão nas manchetes por alguns meses ou mesmo por um ano, apenas para desaparecer no nada. Ao invés disso, pretendemos identificar o coração do problema. A questão não é sobre “o que” os consumidores querem a qualquer momento, mas sobre “o porquê” e “o como”.

1 – Sabor

Sempre foi e sempre será o principal critério pelo qual os alimentos são avaliados. A experiência culinária é uma busca por prazer, por um sentimento de satisfação. 

Naturalmente, as necessidades sensoriais, especialmente o paladar, têm que ser as primeiras a serem satisfeitas. Além disso, as refeições partilhadas geram também um sentimento de convívio e intimidade, pelo prazer da socialização. 

Sendo assim, a comida também assume um valor cultural. Ao adotar um conceito diferente de sabor, que dá preferência à alimentos integrais e que vê as refeições como momentos de socialização, a alimentação pode ser considerada como uma forma de reprimir a monotonia ou até mesmo, como um hobby. 

2 – Saúde

Fato: não existe desaceleração nas tendências relacionadas com alimentos naturais e orgânicos; pelo contrário, sua popularidade é crescente e a cada ano atinge um novo pico. 

Historicamente, pessoas – independente do seu status socioeconómico – sempre prestaram atenção aos benefícios nutricionais dos alimentos. Como exemplo, o uso de ervas medicinais na preparação das refeições. 

Hoje em dia é amplamente reconhecido que o risco de contrair várias doenças pode ser diminuído pela adoção de uma dieta e de um estilo de vida corretos. O conceito de dieta está mais ligado à melhoria na qualidade de vida das pessoas. 

Os consumidores cada vez mais prestam atenção nas escolhas feitas por aqueles que levam estilos de vida saudáveis, o que também explica porque nos últimos anos, a dieta Mediterrânea se tornou referência culinária pelo mundo. 

A alimentação como meio de preservar a saúde física também se refere aos alimentos funcionais que, além dos efeitos nutricionais, tem benefícios para uma ou mais funções do corpo. 

Pelo mundo ocidental, consumidores continuam a rejeitar produtos que contêm muitos aditivos, e, no sentido contrário, aceitam ingredientes naturais de origem local, frescos ou processados tradicionalmente. 

3 – Longevidade

Consequentemente, a alimentação saudável está ligada ao envelhecimento saudável e à sua longevidade. 

Alimentos que prezam pela longevidade não alcançam apenas o público com mais de 60 anos: pessoas de todas as gerações estão mais atentas sobre como aquilo que consomem, afeta a sua expectativa de vida, além da sua saúde e aparência.

Por exemplo, mais e mais produtores estão à procura de explorar os poderes anti-envelhecimento dos antioxidantes em vários ingredientes, desde as bagas ao azeite e o mel. 

4 – Tradição

Produtos tradicionais evocam um passado cheio de memórias. Envolvem a recordação e preservação de hábitos e estilos de vida enraizados em contextos geográfico-sociais específicos. 

Graças às experiências pessoais, as tradições culinárias de um certo lugar podem ser preservadas através do tempo, e apreciadas. 

É por isso que a alimentação algumas vezes é identificada como um dos meios de voltar ao passado e, em alguns casos, de fornecer conforto, daí “comfort food”: uma comida autêntica, simples, gratificante, ligada às tradições, à infância e à família à mesa.

“Comfort food” é intrinsecamente uma comida de origem típica, já que é ligada a backgrounds culturais específicos e a hábitos e origens culinárias, um passo importante no desenvolvimento dos food trends.

A memória também pressupõe um sentimento de nostalgia de um passado que é considerado simples, seguro e relaxante, comparado ao rápido e frenético estilo de vida dos tempos modernos. 

5 – Sustentabilidade

O interesse dos consumidores vai além do produto final: Eles estão a procura da sustentabilidade na indústria da comida como um todo. É a isto que nos referimos com o termo “consumidor responsável”. 

Os consumidores estão cada vez mais despertos para o impacto ambiental causado pela produção alimentar, e alguns tópicos em especial, como a poluição derivada de plantios, a quantidade de energia usada nas produções, a preferência por materiais recicláveis ou por aqueles que utilizam recursos renováveis, etc. 

Adicionalmente, uma das preocupações chave é o desperdício de comida; com mais de 50 milhões de toneladas de frutas e vegetais frescos descartados todo os anos apenas na Europa, por razões simplesmente estéticas, cultivadores e produtores precisam assegurar que qualquer colheita que não sirva para o retalhista, seja redirecionada para a indústria como matéria-prima, evitando também transportes desnecessários, custos de embalagem e armazenamento, assim como o desperdício. 

6 – Transparência

Um produto para ser sustentável tem de ser transparente em toda a sua cadeia de valor o que obrigou a uma mudança grande na indústria alimentar.

Consumidores querem saber e entender quais os ingredientes estão na sua comida, é por isso que estamos vendo tantos produtos inovadores com listas de ingredientes cada vez mais curtas. Até há pouco tempo, raramente alguém olhava para o verso de uma embalagem antes de a colocar no carrinho de compras. 

Consumidores estão à procura de marcas que não guardem segredos sobre os seus produtos e que reflitam seus próprios valores pessoais. 

As marcas que os consumidores comem e bebem, tornaram-se a sua expressão, motivo pelo qual eles pesquisam a história da origem das companhias, os seus esforços sustentáveis, contribuições sociais e transparência corporativa como um todo. 

Rótulos limpos, os chamados “clean labels”, são mais importantes do que nunca, particularmente para um mercado em crescimento de consumidores com necessidades de dietas especiais, o que por sua vez significa que sabores criados artificialmente não estão na tabela de prioridades. 

Consumidores querem ingredientes reais provenientes da natureza. Essencialmente, as decisões de compra tornaram-se uma forma de ativismo ambiental. 

As pessoas estão a manifestar seus votos através dos seus dólares/euros/pounds/etc. Esses consumidores informados são um fator de mudança para a indústria, que atinge do campo à prateleira. 

7 – Conveniência e rapidez

Comida “eat-on-the-go” (para viagem) não é de forma alguma uma nova tendência, ainda assim é esperado que continue a crescer nos próximos anos.

Iniciada nos anos 70 e alinhada com um estilo de vida cada vez mais agitado e frenético, rapidez é o elemento que, mais do que qualquer outro, tem marcado uma diferença substancial em como as pessoas estruturam as suas vidas.

Não é surpreendente que estes anos coincidiram com a propagação de restaurantes fast-food?

Por décadas, os indivíduos têm vivido de forma a ter cada vez menos tempo disponível para si e para seus familiares. Isso envolve uma redução de tempo dedicado a cozinhar e uma alteração nas formas de realizar as compras. 

Esses produtos convenientes, prontos a comer, preparados no microondas ou apenas reaquecidos, são uma manifestação das inovações tecnológicas que têm ocorrido na indústria alimentar. 

O mercado da comida precisará impressionar ainda mais esse target que tem cada vez menos tempo e agendas muito ocupadas, mas que não quer sacrificar a saúde, ou deixar de ter curiosidade por novos ingredientes, sabores e formatos. 

8 – Dieta baseada em plantas

As estatísticas mostram que quase um a cada cinco consumidores ocidentais consideram-se “plant-forward”, o que significa que eles seguem uma dieta não necessariamente vegetariana ou vegana, mas preferem que aproximadamente 70% das suas refeições contenham “plantas” (verduras, legumes, grãos e frutos) e que sejam 100% formadas por ingredientes limpos (sem aditivos). 

Como os consumidores precisam de evolução rápida, as companhias alimentares precisam imaginar a forma como esse tipo de comida é cultivado, preparado, entregue e por fim colocado à mesa. 

Comida feita através de plantas e alternativas sem gordura estão a gerar uma grande mudança no setor. Esta é uma tendência duradoura que muda dramaticamente as escolhas que os consumidores fazem. 

9 – Do regional ao global

A mobilidade crescente, as melhorias em logística e as novas tecnologias tornaram possível a globalização dos sabores, alterando rapidamente o cenário da culinária. 

Especificamente, a troca entre culturas é a característica principal desta tendência identificada como “a globalização de sabores”, que fomenta um sentimento de curiosidade pela comida e costumes de outros povos. 

Ao mesmo tempo, existe uma tendência acerca da comida local e regional, que é mais como uma relação entre comida e território.

Ela refere-se com a proximidade entre o local de produção e o local onde o produto é consumido, o que é considerado uma garantia de autenticidade e frescura. 

Este tipo de produto tem a tendência de se tornar exclusivo: Comida local e regional geralmente estão em um nicho de mercado, caracterizado pela acessibilidade.  

Resumo

Foi isto que deu origem à ideia “Global Food World”, Comida do Mundo Globalizada. Esta organização pretende globalizar produções locais e criar produtos tradicionais em quantidades limitadas, disponíveis ilimitadamente para todos os consumidores do globo. 

Tendo em conta estes 9 pontos do food trends é claro que o consumidor está, hoje, mais informado e também mais exigente naquilo que consome e em que momentos consome. Um dos denominadores comuns que existe na união entre povos é a comida.

Ter processos claros que respeitem as tradições, vem reforçar os elos entre pessoas com a comida como pretexto.

Fonte: https://globalfoodworld.life/food-trends-2020-and-beyond/

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